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Cidades do Sul da Bahia
Conheça um breve descritivo das cidades da região sul mais próximas do eixo de atuação do Portal:

Almadina
O desbravamento do município ocorreu no início do século XIX, com a chegada de aventureiros à procura de terrenos férteis para a prática agrícola. Formou-se, então o povoado de Pouso Alegre, que tornado vila em 1953, receberia a denominação de Almadina, integrando o município de Coaraci. O município foi criado com partes dos distritos de Almadina e de Coaraci, desmembrados de Coaraci, através Lei Estadual de 15.03.1962, recebendo a denominação de Almadina. A sede, formada distrito em 1953, foi elevada à categoria de cidade quando da criação do município.

Buerarema
Buerarema é uma cidade da microrregião cacaueira, resultantes as prolongadas secas nordestinas, que motivaram um êxodo populacional intenso, notadamente de sergipanos. Por outro lado, fatores climáticos favoráveis, aliados a extensas áreas devolutas e de grande fertilidade, constituíram-se num grande atrativo, capas de fixa-los na nova região, bastante carente do elemento humano.
Seu desbravamento teve início nos idos de 1910, quando Antônio Batista de Oliveira formou um núcleo agrícola nas vizinhanças das fazendas de Ubaldo Ramos, José Amaro e Antônio Aurelino Macedo, no local de hoje denominado fazenda Conceição, de Ulisses Dórea, à margem da BR-101, próximo ao trevo rodoviário.           
Seu nome primitivo – Macuco – se deve a uma ave muito abundante na região e nas margens do ribeirão do mesmo nome, que banha a parte sul da cidade, onde os caçadores responsáveis pelo seu extermínio, se empenhavam em animadas caçadas.     
Às margens do rio Macuco foram construídos os primeiros casebres, onde se instalavam as famílias de Antônio Batista de Oliveira, Camilo Diógenes, Plínio Feliciano da Rocha, além dos comerciantes João Aurelino e José Duarte.           
O crescimento daquele núcleo não foi nada fácil devido principalmente à falta de estradas, grande fator de desenvolvimento e integração, e à ausência total de assistência, no campo da saúde. Somente em 1913 pôde Macuco contar com uma farmácia, a “Farmácia Cabral”, onde seu proprietário fazia o papel de médico-farmacêutico. Em 1922, pôde contar com a sua primeira via de comunicação – a estrada Pontal-Macuco – e, logo a seguir, com o primeiro administrador, José Cardoso, e o primeiro religioso, Monsenhor Moisés.
Depois de viver longo período como distrito de Itabuna, foi desmembrado e elevado a categoria de cidade em 17 de setembro de 1959, através da lei n.º 1.170.         
Em 1962, teve seu primeiro prefeito eleito pelo povo, Paulo Portela, empossado no dia 7 de abril de 1963.

Camacã

Em 1892 um grupo de agricultores, residentes à margem do Rio Pardo , fez uma viajem de reconhecimento até às nascentes do Rio Panelão. Esta excursão foi comandada por Antônio Elias Ribeiro e Manoel Elias Ribeiro, que fizeram o plantio dos primeiros cacauais na região.  “As enchentes do Rio Pardo, em 1895 e em1905, destruindo grande parte das lavouras às suas margens, provocaram uma emigração dos agricultores locais. Muitos se fixaram no vale do Panelão, onde podiam desenvolver o planto de cacau sem o perigo das enchentes.         
A grande cheia do Rio Pardo, em 1914, expulsando mais gente para o vale do Panelão, fez surgir os primeiros núcleos de povoação da atual cidade de Camacã. Este nome vem de seus primitivos habitantes, os índios Camacãs.           
Entre as figuras que tiveram atuação destacada na fixação e no desenvolvimento de Camacã estão Anízio Loureiro, José Barbosa, João Manoel, Eulino Vasconcelos, Urbano Soares, Jonga Veloso, João Barreto, Miguel Domingues, José Francisco, Os Guimarães e muitos outros.
A primeira estrada de penetração ao vele do rio Pardo foi aberta em 1932 por iniciativa de Dr. João Vargens. Mais tarde, em 1946 essa estrada se estendeu desde a região do Vargito até a cidade de Itabuna, Ligando Camacã e toda aquela área ao centro das lavoura cacaueira.    
Em 30 de dezembro de 1953, através da Lei n.º 628, Camacã foi elevada a categoria de Distrito. Posteriormente, em 30 de agosto de 1961, Camacã passou a Município, através da Lei n.º 1.465, publicada no Diário Oficial de 1º de setembro de 1961. Contudo, a sua instalação só veio a ocorrer em 7 de abril de 1963, sendo Boaventura Ribeiro Moura o seu primeiro administrador. O seu sucessor, Anízio Vivas Mendes, nomeado interventor pelo Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, governou até setembro de 1966.
Eleito em 15 de novembro de 1966, Estácio Carlos Araújo assumiu o Executivo Municipal em 1967. Em maio de 1970, assume o cargo de administrador Osvaldo Antônio Valverde, na época Presidente da Câmara.    
Em 2 de junho do mesmo ano, Diogo Lopes dos Anjos, assume a prefeitura de Camacã até dezembro de 1970. Seu sucessor, Flaviano de Jesus Filho governou no período 71/72. O padre Auxêncio da Costa Alves foi eleito e empossado a 1º de fevereiro de 1973.

Canavieiras
A colonização do território de Canavieiras data da primeira década  de 1.700.   
Segundo a tradição, brasileiros e portugueses, à procura de terras férteis para a expansão de sua lavouras ou, segundo outra versão, fugindo dos índios Pataxós, fixaram-se num local denominado Poxim, onde erigiram uma capela sob a invocação de São Boaventura. 
O pequeno núcleo foi se ampliando, tanto que em 11 de abril de 1719 era elevado a categoria de Freguesia.   
Com o decorrer do tempo, uma vez que o local atual da sede, à margem do Rio Pardo, apresentava melhores condições, os moradores para lá se deslocaram. A fertilidade das terras ensejou o cultivo da cana-de-açúcar, que alcançou grande desenvolvimento, principalmente nas propriedades da família Vieira, a primeira que deixou Poxim pela ilha.        
Foi devido a esse fato, acredita-se, que a localidade passou a ser conhecida pela denominação de Canavieiras, nome que conserva até hoje. 
De acordo com uma versão até hoje aceita pacificamente, o cultivo do cacaueiro no Sul da Bahia ter-se-ia teria se originado de algumas sementes que para ali foram levadas, em 1746, pelo agricultor Antônio Dias Ribeiro, procedentes do Pará. Dessa primitiva produção, na margem esquerda do Rio Pardo, em terras da Fazenda Cubículo, restam apenas recordações de que ali foi plantado o primeiro cacaueiro da Bahia.     
Colônia do Rio Salsa – Em 1818, houve uma tentativa de colonização estrangeira no rio Salsa, com a denominação de “Colonização do Rio Salsa”, sendo que Dom Francisco de Assis Mascarenhas se empenhava por promover a navegação desse rio, estabelecendo ali povoação em quase toda a sua extensão. Contudo essa tentativa não logrou êxito durante muito tempo, posto que já em 1826 haviam desaparecido quase todos os colonos estrangeiros, restando apenas a tropa que constituía o destacamento “São Francisco de Palma”.          
Villa Imperiallis -  A partir de 1830, Canavieiras se empenhava no sentido de ser elevada a categoria de vila, junto às autoridades em Ilhéus e capital da província , posto que sua população chegava a quase três mil pessoas. E foi a 13 de dezembro de 1832, que o povoado passou à categoria de vila – Imperial Vila de Canavieiras, instalada à 17 de novembro do ano seguinte.          
Em 1833 foi organizado o seu batalhão da Guarda Nacional, sendo nomeado comandante o Capitão Manoel Cardoso Marques. Nesse mesmo ano Canavieiras sofreu as conseqüências de uma cheia do Rio Pardo, que ficou lembrada por muitos anos.    
Em 1842 a Vila  de Canavieiras foi desmembrada da Comarca de Ilhéus e anexada à de Porto Seguro.     
A 20 de maio de 1873, por resolução Provincial n.º 1311, foi criada a Comarca de Canavieiras, que abrangia inicialmente os termos de Canavieiras e Belmonte, havendo sido instalada a 8 de novembro de 1874. 
Antes, porém, foram termo da Comarca de Ilhéus e da de Porto Seguro. Suprimida pelo decreto n.º 266, de 4 de outubro de 1904, que no seu território criou a de Belmonte, foi logo restaurada com a vigência da Lei Estadual n.º 595, em 25 de julho de 1905.           
Nessa época foram desanexados de Ilhéus os municípios de Una e Comandatuba, que passaram a pertencer a Comarca de Canavieiras, o que ficou sendo de 1880, quando novamente voltaram a pertencer à Comarca de Ilhéus.
Por ato Estadual de 25 de maio de 1891, a sede adquiriu foros de cidade. A partir daí houve um grande impulso no desenvolvimento sócio-cultural que marcou a velha ilha dos Pataxós nos últimos dias do século XIX e primeiros do século XX, o que lhe valeu o cognome “Princesa do Sul”. 
Segundo as crônicas, dentre as figuras de que Canavieiras deve os mais relevantes serviços, destaca-se Dr. Antônio Salustiano Viana, que foi nomeado primeiro Intendente Municipal, a 10 de fevereiro de 1890.  
João de Mello foi o primeiro prefeito de Canavieiras. Tomou posse em final de novembro de 1930 e permaneceu no cargo até a decretação do Estado. A 15 de janeiro de 1936 foi reeleito, voltando a administração Municipal até 1937.
Segundo a divisão administrativa vigente, o Município é  composto de 4 distritos, que são: Distrito sede, Ouricana, Jacarandá e Poxim do Sul.

Coaraci
Foi por volta de 1889 que os primeiros exploradores chegaram para se instalar na região do Ribeirão do Terto, hoje região de Itamotinga, dali até 1919 pouco se conta da história do município, foi então que a povoação do lugar teve início com a construção de uma casa de taipa, servindo de residência  e ponto de comércio, pertencente  a José Laudelino Monteiro e João Maurício, que ali residiam e tinham um entreposto comercial. O local onde a casa foi edificada é, hoje a rua Presidente Dutra.
“Algum tempo depois, chegou à região Manoel Pereira, muito trabalhador e progressista, que se lançou imediatamente a exploração das terras ainda virgens, criando às margens do Rio Almada, onde hoje se localiza a Avenida Rotary, uma vasta plantação de cacaueiros, formando tempo depois uma fazenda, denominada Berimbau, ainda existente em parte nos dias atuais. O povoado que surgia foi inicialmente denominado de Macacos. Depois o seu nome foi modificado para Itacaré do Almada. Em 13 de outubro de 1933, por Lei Estadual nº 8.678, foi criado o distrito de Paz e Sub-Delegacia de Policia, pertencendo ao município de Ilhéus, tendo como sub-delegado Manuel Pereira.
“Em 13 de março de 1938 o distrito foi elevado a categoria de Vila, ainda com o nome de Itacaré. A 30 de novembro do mesmo ano, a vila recebeu o nome de Guaracy, sendo mais tarde a sua denominação modificada para Coaraci.
“Quatorze anos depois a Vila Coaraci foi elevada a categoria de cidade, pela Lei Estadual nº 515, sancionada pelo então governador do estado, Régis Pacheco, em 12 de dezembro de 1952.

Floresta Azul
A origem do nome Floresta Azul, dado por Manoel Peloto ao imóvel adquirido por título em 1916, é bastante discutida. Uns afirmam ter sido o nome inspirado pela observação da mata fechada, enquanto outros o atribuem às baronesas em flor que cobriam o Rio Salgado. O certo é que Floresta Azul começou a surgir com a abertura da estrada Palestina-Itambé.    
Mais tarde o povoado que pertencia ao município de Itabuna, foi elevado a condição de distrito com a emancipação de Ibicaraí; em 1953. 
Em1962 teve início o progresso de emancipação política e a 23 de abril do mesmo ano, foi sancionado pelo então governador Juracy Magalhães a Lei n.º 1686 elevando Floresta Azul à categoria de cidade. 

Gandu
A faixa de terra onde localiza-se, hoje, o município de Gandu, foi adquirida em 1912 por José Amado da Costa, vindo da cidade  de Areia (Ubaíra) em busca de solo fértil para a cultura do cacau.  Essa fazenda, que situava-se nas matas de Santarém (hoje Ituberá), foi denominada, na época, de  “Corujão” devido a grande quantidade de corujas que ali faziam pousadas.
Em 1919 Corujão era, já, um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. Mais tarde esse arraial tomou o mesmo nome do Rio Gandu, que o banha e tem nascente na Serra da Pedra Chata.
Em 1958, com o Decreto Estadual nº 1.008, de 28 de julho do mesmo ano, foi criado o município de Gandu, desmembrado, assim, de Ituberá e constituído dos distritos de Gandu (sede), Nova Ibiá e Itamari”  (Hoje, Nova Ibiá e Itamari são municípios).

Ibicaraí
Ibicaraí teve origem num pequeno roçado pertencente a Calixto Primo, em terras de Itabuna. Em 1916, Manoel Marques Primo adquiriu o roçado pela importância de Cr$ 400,00 e para lá se transferiu com seus parentes, estabelecendo-se à margem esquerda do Rio Salgado, onde começou a plantar as primeiras sementes de cacau, sendo o introdutor desta cultura no município.       
À partir de 1917 começaram a chegar para esta região outras famílias,  formando um povoado ao qual deram o nome de Palestra, em razão das cotidianas reuniões que faziam no barracão central, em torno de negócios e conversa que seriam como passatempo.           
Em 1920 por sugestão do Dr. Aurélio Caldas, um dos que mais colaboraram para o desenvolvimento do lugar, foi o seu nome substituído por Palestina, até 31 de dezembro de 1941, quando o decreto de Lei estadual 141, mudava definitivamente o nome para Ibicaraí, expressão Tupi que significa “terra sagrada”.     
De acordo com a Lei Estadual n.º 491, de 22 de outubro de 1952, o território de Ibicaraí foi desmembrado de Itabuna e elevado a categoria de município, instalando-se em 7 de abril de 1955.

Ilhéus
 “Quando D. João III, em 1534,  dividiu o Brasil em Capitanias Hereditárias, coube ao fidalgo português Jorge de Figueiredo Correia, por Carta Régia de 25 de abril daquele ano, assinava em Évora, a Capitania de Ilhéus. “Desta maneira, teve início a história do município que mantém até hoje o nome da velha capitania.
“A Carta de doação reza textualmente que a capitania ficava “quase no meio do continente brasileiro”. Sua extensão de cinqüenta léguas em todas as direções tinha as divisas descritas da seguinte maneira: “Começaram na ponta da Baía de Todos os Santos da banda do sul, e correrão ao longo da costa pelo dito sul, quanto couber nas ditas cinqüenta léguas se estenderão e serão de largo ao longe da costa, e entrarão na mesma largura pelo sertão e terra firme  a dentro quanto puder entrar e for da minha conquista, em todas as ilhas que houver até dez léguas do mar na fronteira”.
“Conforme a carta de doação de feudo a Jorge de Figueiredo Correia “el-rei houve por bem  premiar os bons serviços do escrivão da sua fazenda, seu historiógrafo e fidalgo da Corte”. A doação foi feita “para sempre do juro e herdado, e para seus filhos, netos, herdeiros e sucessores assim descendentes, como transversais e colaterais com o titulo de governador o capitão delas”. Podia por ouvidores, exercer o poder da justiça com alçadas até a morte natural nos peões e tinha direito à metade da dízima do pescado e redízima do que à Ordem de Cristo e ao soberano tocassem. Foram-lhe concedidos direitos de fundar vilas, contanto que as distâncias entre elas não fossem inferiores a seis léguas.
“Apesar de tantos privilégios, o fidalgo donatário não quis vir tomar posse das magníficas terras  “revestidas de portentosas florestas, fartamente chovidas, fartamente regadas de cursos fluviais, caudalosos e perenes; de clima propício, águas ricas em variedades de peixes que a magnanimidade de el-rei lhe houve por bem doar”.
"Preferindo a vida na Corte, mandou em seu lugar-tenente, o espanhol Francisco Romero, cuja armada lançou âncora em 29 de junho de 1535 na extremidade da Ilha de Tinharé, junto a um morro que foi batizado com o nome de São Paulo. Romero iniciou imediatamente os preparativos para a fundação de uma vila.
“Percebendo que o local escolhido apresentava más condições, Romero velejou com três navios rumo ao sul e se estabeleceu na foz do rio Ilhéus, onde fundou uma nova povoação – a Vila de São Jorge- sitiada precisamente em cima do atual morro de São Sebastião. Foram, então, construídas paliçadas para a defesa contra ataques dos índios e habitações de madeira cobertas de palhas de palmeira, abundantes na costa.
“Não houve, inicialmente, um planejamento para as construções da vila. Ao centro foi erguida uma pequena capela dedicada a São Jorge. Logo que foi estabelecida a sede da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, Romero iniciou o trabalho de colonização das terras, plantando as primeiras lavouras.
“A princípio lutou com grandes obstáculos, sobretudo os criados pela reação dos índios tupiniquins, com quem firmou depois duradoura amizade, o que atraiu progresso para a capitania com a construção de engenhos de açúcar, incrementando a população e fixação das várias famílias portuguesas e de outras capitanias. Essas iniciativas foram ajudadas pela catequese dos índios, em 1592, encabeçada pelo padre Manuel da Nóbrega.
“Jorge de Figueiredo Correia foi sucedido por seu filho Jerônimo Alarcão, na qualidade de donatário da capitania,  em 1552. Este, com a permissão do rei, vendeu-a a Lucas Giraldes por 4.825 cruzados. Anos mais tarde, Giraldes, contraindo dívidas com a condessa D. Helena de Castro, viu-se obrigado a entregar a capitania à família Castro, que a manteve em seu poder até 1761. Nesse ano, D. José I incorporou-a aos bens da Corte, mediante compra ao então donatário D. Antônio de Castro.
“Em 1556, foi criada a Freguesia de São Jorge dos Ilhéus pelo Bispo Primaz, D.Pero Fernandes Sardinha, que, mais tarde, teve morte trágica em mão dos índios Caetés.
“Em fins do século XVI, Ilhéus sofreu o ataque do corsários franceses, que foram repelidos por forças comandadas pelo mameluco Antônio Fernandes, o “Catuçadas”.
“Mais tarde, em 1723, os jesuítas construíram uma igreja e um colégio no local.
“O povo de Ilhéus não ficou alheio aos acontecimentos que  se desenrolaram na província da Bahia em 1823, por ocasião das lutas em prol da libertação nacional. Ilhéus tornou-se naquela época um dos pontos mais importantes  para o suprimento de gêneros alimentícios e de munições destinadas aos campos de batalha. Organizaram-se vários contingentes de tropas que seguiram por terra até Maragogipe e Cachoeira, centro de resistência aos soldados do General Madeira. Os morros que circundavam a vila foram guarnecidos de pessoal armado. Na boca da barra, sobre os arrecifes do Morro do Pernambuco e do Unhão, foram construídos fortes que davam também para o ancoradouro da vila.
“A Vila de São Jorge foi elevada à categoria de cidade através de Lei número 2.187, de 28 de junho de 1881”.

Ipiaú
Região habitada inicialmente pelos índios Tapuias, somente pelos ido de 1913 surgiram os primeiros desbravadores, tendo como pioneiro Raimundo dos Santos, conhecido por Raimundo “Crente”. O primeiro nome foi Rapa-Tição, devido – segundo alguns – a uma briga entre duas mulheres, que se serviam de uma lenha em brasas como arma. Segundo outros, tal nome era uma corruptela de Repartição, palavra estranha para o linguajar naqueles tempos. Tal repartição era um posto para arrecadação de tributos fiscais instalado em 1916, em Rio Novo, pela intendência de Camamu.      
A 1º de agosto de 1916, passou à categoria de Distrito, com o nome de Alfredo Martins e pertencente ao município de Camamu. Em 1930, foi elevado a subprefeitura, com o nome de Rio Novo, nome que conservou até 30 de dezembro de 1943, quando passou a se chamar Ipiaú – “rio novo” em Tupi. O Decreto  Lei n.º 512, de junho de 1945, criava a comarca de Ipiaú, tendo como seu primeiro juiz de Direito o Dr. Milton Costa, que chegou à cidade em 17 de janeiro de 1946. Em 1965, ganhou o titulo de Município Modelo da Bahia.     
O primeiro subprefeito foi Sr. Waldomiro Almeida Santos, quando Ipiaú ainda estava vinculado a Camamu. Quando subordinado a Jequié, teve como subprefeito o Sr. Osório Cordeiro, o Sr. Antônio Augusto Sá, foi o primeiro prefeito nomeado, mas o primeiro prefeito eleito pelo povo com o voto direto foi Sr. Leonel Dias de Andrade.

Itabuna
“O desbravamento do município de Itabuna teve início em meados do século 19, quando o sergipano Félix Severino do Amor Divino, desembarcou em Ilhéus. Procedendo da região da Chapada dos Índios (Sergipe), encontrou Manoel Constantino, que lhe informou conhecer um local próximo a um aldeamento de índios em Ferradas, que eram catequizados pelo Frade Capuchinho Ludovico de Livorne.
“Posteriormente, ambos partiram até um aglomerado de casas no Banco da Vitória, de onde resolveram seguir rio acima até o local indicado, distante cerca de 30 quilômetros. Atingiram o local denominado “Marimbeta”, hoje Bairro Conceição, onde construíram um casebre e fizeram plantações de mandioca”.

Itajuípe
Itajuípe, ex-Pirangy é um município oriundo do Distrito de Sequeiro do Espinho que tinha como sede o lugar denominado Ouro Preto. Além do território de Itajuípe abrangia as áreas hoje pertencentes a Coaraci, Almadina e Itapitanga. As terras de Sequeiro do Espinho, banhadas pelo Rio Almada na época navegável tinha influência como meio de transporte com canoas de grande porte transportando o Cacau e diversas mercadorias. Foi da luta pela posse das terras que dois coronéis ficaram eternizados na história, o Coronel Francisco Badaró e o coronel Basílio de Oliveira. Ambos tinham poder político, nomeavam sub-delegados de polícia e mandavam e desmandavam. As disputas pelas terras de Sequeiro do Espinho e arredores são narradas por vários autores a exemplo de Fancolino Neto e Wanderlito Barbosa, o Litinho. Os conflitos só foram cessar por volta de 1919 quando o Governo Federal tomou medidas para acabar com o chamado banditismo na região.
A História da Emancipação de Itajuípe, começa evidentemente com o quase comício de 1934. O município foi um dos pioneiros a querer desmembra-se de Ilhéus. E era em verdade, o centro monetário da região cacaueira representada pelo cobiçado território da velha Capitania de São Jorge dos Ilhéus. Por ser assim, sofreu como nenhum outro, a desmedida e impensada reação da Cidade Metrópole, havendo inclusive, atritos pessoais entre ardorosos emancipadores distritais e os defensores da integridade do Município de Ilhéus.
A última etapa de luta pela emancipação, desencadeou-se na década de 50, ou precisamente, em 1951, com a ascensão ao Governo do Estado da Bahia, do Dr. Luís Régis Pacheco Pereira. O clima político da campanha governamental fez os postulantes Regis Pacheco e Pedro Catalão (candidato a Prefeito Municipal de Ilhéus) tornarem-se irreconciliáveis adversários. Os itajuipenses captaneados por um grupo político apartidário que sofria profunda influência maçônica, soube tirar proveito da inimizade havida entre o Governante municipal (profano) e o Governante estadual (maçon). A morte injusta (assassinato) do Venerável de Honra da Maçonaria local, que, antes, conquistara inesperada e inédita votação como candidatos a Vereador à Câmara Municipal de Ilhéus, fez aumentar a discórdia, pois o crime foi apontado como político, contaminando as mais lídimas lideranças ilheenses. A nomeação de um Administrador distrital para Itajuípe passou a ser difícil, razão pela qual o Prefeito Pedro Catalão teve que se valer da pessoa que à época das eleições encontrava-se longe de Itajuípe, noutra zona eleitoral, embora fosse emancipacionista. Parecia, aparentemente, estar a luta emancipacionista arrefecida; ao contrário, trabalho organizado, estava sendo feito. Assim, no segundo semestre de 1952 eclodiu o movimento, nele figurando todos os segmentos sociais de Itajuípe, inclusive o próprio Administrador Distrital, que, se considerando demissionário, passou a ser o autor do Manifesto emancipador, dirigido à Assembléia Legislativa Estadual e ao Governador do Estado.

Itapitanga
“O primeiro colonizador das terras de Itapitanga foi Benedito Cardoso. Vindo do Pontal do Cafundó, esse pioneiro chegou com sua família em 1913 ao local em que fundaria o Arraial do Baforé. “Em 1927, o Baforé passa a ter um escrivão de polícia, João Macaúba, recém-chegado de Ilhéus.
Baforezinho seria o nome definitivo do arraial se Benedito Cardoso não tivesse discordado e resolvido, por sugestão de Cezário Falcão, mudá-lo para Itapitanga (Pedra Vermelha em Tupi-Guarani) em 1931. No mesmo ano, Alfredo Ferreira criava a primeira feira do local.
“Laudelino David dos Santos chegou ao arraial em 1933, vindo de Temerosa, zona do Campo Belo, em mais tarde viria a ser o primeiro prefeito de Itapitanga e, com seu fundador, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do ex-arraial do Baforé. “No ano de 1946 ficou pronta a estrada que liga Itapitanga ao município de Coaraci, uma das principais vias de acesso locais.
“Em 21 de  dezembro de  1959 Itapitanga foi desmembrada do município de Ilhéus por interferência de Laudelino David dos Santos, cujos sucessores no cargo de prefeito foram José Nery Bittencourt, Deraldo Peixoto de Araújo, Lourival David dos Santos e Vicente Possidônio Esteves.”

Jequié
No início do século passado, José de Sá Bittencourt – um dos inconfidentes de 1789, refugiou-se na Bahia. Logo foi incumbido de construir uma estrada ligando Camamu a Monte Alto, e assim conheceu o local onde está hoje o município de Jequié.
Bittencourt adquiriu terras ao Capitão-Mor João Gonçalves da Costa e recebeu uma sesmaria do Governo de Portugal, formando a Fazenda Borda da Mata. O pioneiro passou a morar com a família na sede da propriedade, às margens do Rio de Contas, três quilômetros abaixo da atual Fazenda Provisão. Após sua morte, o filho José de Sá Bittencourt e Câmara herdou a Fazenda Jequié, cuja sede construi nas imediações dos rios das Contas e Jequiezinho.
No século passado, década de 70, Joaquim Fernandes da Costa já comandava a formação do povoado que deu origem á Cidade de Jequié.
Em 10 de julho de 1897 o Governo Federal concedeu autonomia ao Distrito de Jequié, desmembrando-o do município de Maracás.
Em 13 de junho de 1910, Jequié foi elevada á categoria de cidade.

Barro Preto
Até então o Distrito de Barro Preto pertencia a Ilhéus e tinha nome de Limoeiro (criado pelo Decreto Estadual n.º 8.678 de 13 de outubro de 1933). “Em 1938, Limoeiro passou a Distrito do Morro Redondo. Com a transferência da sede, o distrito mudou novamente o nome, passou a ser chamado do Barro Preto. Em 7 de abril de 1955 foi incorporado ao novo município de Itajuípe. “A emancipação veio com a Lei Estadual n.º 1.678, de 17 de abril de 1962, promulgada pelo governador Juracy Magalhães. O primeiro prefeito de Barro Preto foi José Almeida Bonfim; a Câmara de Vereadores estava constituída, na primeira Legislatura, por Domingos Chaves, Miguel da Silva Porto, Manoel Palmeira Filho, João Andrade dos Santos, João Teixeira da Silva e Albertino Miranda Júnior.
O município ganhou o nome de Governador Lomanto Júnior através da lei Estadual n.º 2.449 de 10 de abril de 1967, decretada pela Assembléia Legislativa do Estado e sancionada pelo governador Luiz Viana Filho.
A mudança no nome Barro Preto tem sua história. Na época, Lomanto Júnior era Governador da Bahia e colaborou com o município, atendendo a duas de suas mais importantes reivindicações: água  e luz . Em agradecimento à atenção do Governador para com o Barro Preto, o nome foi trocado para Lomanto Júnior mas como a legislação não permite que o nome de pessoas vivas seja dado a próprios públicos como praças, ruas e no caso uma cidade em 2009 a cidade voltou a ter oficialmente o nome de Barro Preto.

Mascote
Os primeiros habitantes do município de Canavieiras – ao qual Mascote pertenceu por longo tempo – eram descendentes, em sua grande maioria, de portugueses que lá se estabeleceram nas primeiras décadas do ano de 1700. Em decorrência de existência de terras férteis, localizada às margens do rio Pardo, aqueles aventureiros iniciaram ali a exploração da cana-de-açúcar e do cacau vindo da região amazônica, já que estas constituíam as atividades agrícolas  de maior evidência na época.       
O crescimento das áreas exploradas tornou inevitável a formação de aglomerados urbanos que se transformaram, mais tarde, em  pequenos povoados. Mascote se destacou em relação aos demais por possuir um desenvolvimento mais acentuado em termos econômicos e foi elevado em 8 de agosto 1936 à categoria de distrito. Mas foi através da Lei Estadual número 1885/61, do ano de 1963, que o distrito de Mascote ficou totalmente desvinculado de Canavieiras. “Hoje, Pimenta e Novo Horizonte se constituem nos distritos e São João do Paraíso e Teixeira do Progresso, nos povoados  que complementam a configuração administrativa do atual município de Mascote.

Pau-Brasil
O povoado de Santa Rosa – hoje Pau-Brasil – foi fundado por Alfredo Santos e Antônio Alves de Souza em 1936, em terras de Valentim Rodrigues dos Santos, pertencente ao município de Canavieiras
Apesar das dificuldades dos primeiros tempos, apenas um ano depois de sua fundação Santa Rosa já tinha 5 casas de taipa, com piso no chão e cobertura de tabuinhas. A ocupação das terras  - caracterizada como  primária – gerou muitos conflitos. Mesmo assim, os primeiros levaram  seu trabalho adiante: em 1939 Santa Rosa via nascer sua primeira feira livre, atestando o vigor da lavoura de cacau e da pecuária local.
Também existiu em Santa Rosa um posto indígena (Paraguaçu) de 84 km­­2 , que abrangia o município vizinho de Itaju do Colônia. Sua medição foi encerrada em 1933, quando havia 475 indígenas habitando a área.  
Era de Alfredo Santos a primeira casa comercial do povoado, que fazia inclusive compras de cacau. O primeiro médico de Santa Rosa foi o Dr. Lessa. Sóstenes Pereira de Almeida foi o administrador nomeado pelo prefeito Edson Lopes de Castro, de Canavieiras. Daniel Cardoso dos Santos foi o primeiro vereador de Santa Rosa junto à Câmara Municipal de Canavieiras
Em 1951, Santa Rosa é elevado à categoria de Distrito. Onze anos depois (18-04-1962) passa a Município através da Lei Estadual n.º 1.681, recebendo o nome de Pau-Brasil por ter, na ocasião, grande reserva dessa essência florestal em sua terras.          
“O primeiro prefeito de Pau-Brasil – José Veloso Viana – foi eleito em 07-10-1962.”.

Ubatã
O povoamento do atual município de Ubatã teve início no ano de 1909, quando Severiano José Costa, Antonio Rebouças, João Teles, Manoel Eloi e Vicente Ferreira, se estabeleceram à margem do Rio de Contas e fundaram a povoação de Dois Irmãos, que ficou pertencendo ao Distrito de Orijó, do município de Camamu. Em 1918 o arraial foi elevado a Distrito de Paz, integrando o município de Camamu. Em 1932 passou a integrar o município de Maraú, sendo mudada a sua denominação para São Sebastião. No ano seguinte, voltou ao domínio de Camamu.
Em 1933, por força do Decreto Estadual nº 8.729, de 12 de dezembro do mesmo ano, foi desmembrado do município de Camamu, passando a pertencer ao município de Rio Novo, com a denominação de Dois Irmãos.
Pelo Decreto nº 141, de 31 de dezembro de 1943, ratificado pelo Decreto de nº 12.878 de 1º de julho de 1944, o distrito de Dois Irmãos, depois de chamar-se Alfredo Martins, passou a denominar-se Ubatã, que na língua Tupi-Guarani significa “ Madeira Rija”.
Em 1952, por força da Lei Estadual nº 514, de 12 de dezembro, foi criado o município de Ubatã e elevado à categoria de cidade, ocorrendo a sua instalação a 7 de abril de 1955. A partir de 1967 foi elevado à categoria de Comarca.

Una
A 18 de setembro de 1809, a Fazenda São José (antiga sesmaria), concedida a Maria Clementina Henriqueta pela rainha de Portugal Dona Maria, foi arrematada por Manoel de Souza. Começou, daí, a chegada de colonos alemães, austríacos e poloneses, formando-se, assim, com o nome de Una, posteriormente tragada pelo mar. Seus habitantes foram, então, obrigados a mudarem-se para um local mais seguro, distante quatro milhas, ao qual denominaram novamente de Una.
A 21 de julho de 1890, esse povoado foi elevado à categoria de distrito do município de Canavieiras e Freguesia de Santo Antonio da Barra.
Em 2 de agosto de 1890, houve o primeiro desmembramento do município de Canavieiras, com a criação do município de Una, sediado no local denominado Pedras (hoje povoado do mesmo nome). Por ter o desmembramento ocorrido sem a devida delimitação de  terras do novo município, houve uma reanexação.
A lei estadual número 1.326 de 23 de agosto de 1923, proclamou a supressão e a transferência da sede do distrito para o povoado de Cachoerinha e somente a 2 de agosto do ano seguinte, a lei estadual número 1.718 restaurou o município com sede na Vila de Cachoeirinha.
A 1º de janeiro de 1939, a Vila Cachoeirinha foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Una, cuja composição administrativa é constituída de três distritos: o da sede (cidade de Una), o de Arataca e o de Itatingui (ex-Pratas).
Atualmente Una conta também com um núcleo Colônia (PIC-Una) e sete povoados que são Anuri, Pedras, Comandatuba, Oiteiro, Vila Brasil, Vila São João e Vila Jequié”. Hoje, Arataca está emancipado, incorporando os povoados de  Itatingui e Anuri.  

Uruçuca
O atual município de Uruçuca teve origem numa povoação formada em 1906 por Manoel Alves Souza, Miguel Gomes Baracho, João Macaúbas, Jorge Caetano dos Santos e Antônio Ferreira da Silva. Inicialmente recebeu o nome de Água Preta por serem de coloração escura as águas do rio que banha a localidade.    
Em 1º de janeiro de 1914 foi inaugurada em Água Preta a estação ferroviária, que teve como primeiro agente Afrânio Calasans Amorim. Um ano depois deu-se a inauguração da agência postal e Frei Lucas iniciou a construção da Igreja Matriz.        
Fazendo parte do distrito de Castelo Novo, que pertencia ao município de Ilhéus, o povoado de Água Preta, foi a 10 de agosto de 1922, elevado à condição de sede do distrito do mesmo nome.  
Em 1927 aconteceu a instalação da agência telegráfica, que teve como primeiro telegrafista Aristóteles Pinto. Nesse mesmo ano circulou pela primeira vez o semanário “O Ipiúna”, cujo o redator chefe era Monteiro Lopes.          
A 12 de agosto de 1929, por força da Lei Estadual n.º 2.212, o distrito de Água Preta foi elevado à condição de Vila e criado o Município. Sua instalação ocorreu a 20 de outubro do mesmo ano, por determinação do Decreto Estadual n.º 6.529, de 11 de outubro.          
Em 10 de novembro de 1930, o Município de Água Preta foi extinto e seu território reanexado ao município de Ilhéus, fato que consternou a população.     
Finalmente, a 31 de dezembro de 1943 Água Preta passou a chamar-se Uruçuca e com este nome foi restabelecido o município pela Lei Estadual n.º 516, de 12 de dezembro de 1952, ocorrendo a sua reinstalação a 7 de abril de 1955.

* Textos extraídos da publicação em três volumes,
CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982

 

 

 


Centro de Canavieiras


Entrada de Ibicaraí


Centro de Ipiaú


Centro de Jequié


Usina do Funil em Ubatã

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